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Entre as regiões que acumulam conhecimento secular no
assunto, estão, por exemplo, o prestigiadíssimo Vale
Leire, na França, e o Vale D’Ouro, em Portugal regiões
que possuíam roteiros de visitas a cantinas e locais
onde se produziam vinhos. Mas foi na
Itália que
começou a ser usado o termo enoturismo como uma
atividade específica e não como apêndice de outros
roteiros.O importante é que nas regiões vitivinícolas
a população possui melhor qualidade de vida.
Como se sabe a vitivinicultura é uma
atividade eminentemente integra tória e, o vinhateiro
geralmente é uma pessoa alegre, descontraída e receptiva
que se orgulha do que faz. O Turismo encontrou aí
terreno fértil para prosperar e se consolidar. A uva e o
vinho, como atração turística, no sul do Brasil, se deu
através dos eventos que foram organizados, com a
finalidade de promover e divulgar os produtos: uva e
vinho.
O primeiro evento que se tem registro foi em
1913 (Garibaldi-RS), mas somente em 1931 é que começou
ter maior vulto quando da realização da 1 ª Festa da
Nacional da Uva ( Caxias do Sul-RS ). Na década de 60
outros eventos surgiram como: Festa Nacional do Vinho;
Festa do Champanha; Festa da Vindima e dezenas de
outros. Com os eventos vieram à visitação as cantinas,
parreirais etc.
Após a segunda guerra mundial (1950),
algumas Empresas vinícolas começaram abrir suas portar
para a visitação turística. A Michelon S/A, de Caxias do
Sul e a Dreher S/A de Bento Gonçalves foram às
primeiras. Com o passar do tempo outras vinícolas se
integraram e a vitivinicultura passou a ser o
carro-chefe na promoção e divulgação da região.
Tornando-se, hoje, um extraordinário negócio tanto para
as empresas como para as agências de viagens, operadoras
turísticas e essencialmente para o turista.
Visitar uma cantina, conhecer o processo de
elaboração dos vinhos e derivados, conhecer a história,
tradição, folclore, gastronomia e, principalmente
degustar e adquirir produtos diretamente do local da
fabricação é um negócio que vem crescendo dia-a-dia. Por
isso muitas empresas estão inovando, revendo conceitos,
reavaliando comportamentos, remodelando instalações,
criando novos roteiros, acrescendo atrações e
apresentando curiosidades, a fim de se tornarem um
diferencial. Isto é: apresentar algo diferente, sair da
mesmice, se aprimorando e com isso chegando mais perto,
do que realmente o turista deseja.
Novas idéias,
novos planos, novas estratégias capazes de aproveitar o
máximo todas as vantagens que o enoturismo oferece.
“Explorar o turismo, sem explorar o turista” é a
grande meta das Empresas.
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