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História
Nossa
Senhora da Uva foi introduzida no Brasil, região italiana
do Rio Grande do Sul, pelo Padre José Casanova em 1997. O
quadro que fora adquirido pelo religioso numa viagem a
França em 1964 foi o começo de tudo. Numa visita a Otávio
Rocha, distrito de Flores da Cunha/RS Pe José
Casanova entregou a obra para o vigário local Pe.
Homero Rui Rossi. Durante a vindima daquele ano o quadro de
Nossa Senhora da Uva foi colocada em lugar de destaque
no altar da Igreja Matriz. Em 25 de fevereiro de 2001
durante a realização da 9º Fecouva foi inaugurada
na praça regional da uva de Otávio Rocha o monumento do
3º Milênio que possui em destaque a imagem de Nossa
Senhora da Uva Na igreja Matriz um quadro, réplica, da
gravura vinda do França faz parte do altar lateral. O
grande incentivador e divulgador de Nossa Senhora da Uva, na
Região da Uva e do Vinho do Rio Grande do Sul, foi Floriano
Molon, cuja sua terra natal é Otávio Rocha. Em fevereiro
de 2003 durante a 10º Edição da Festa Nacional da
Vindima, em Flores da Cunha, evento presidido por Floriano
Molon foi inaugurada no Parque da Vindima Eloy Kunz, um
Capitel em homenagem a N.S.da Uva. A oração que acompanha
os santinhos de Nossa Senhora foi escrita pelo Frei
Capuchinho Moacir Molon em 2001.
Somente em abril de 2004 é que Jovino Nolasco
concluiu pesquisa e modelou a Nossa Senhora da Uva.O
protótipo ficou exposto na Igreja Matriz de Otávio Rocha
até 20 de fevereiro de 2005, quando, durante a FECOUVA
2005, foi introduzida solenemente a imagem definitiva
modelada por Jovino Nolasco,constituindo-se na primeira
imagem de Nossa Senhora da Uva modelada no Brasil. Ela é
uma cópia fiel do quadro vindo da Itália. A Imagem foi
modelada em argila e envelhecida com técnicas especiais com
detalhes em ouro papel importada de Viena Itália
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Pequisa
Historiadora
e folclorista, ( Poços de Caldas/MG), autora de vários
livros entre eles: 107 Invocações da Virgem
Maria no Brasil e O livro de ouro dos
Santos, por nossa solicitação vem pesquisando sobre a
Nossa Senhora da Uva, mas até o presente momento é
confirmada que a Virgem Maria das Uvas foi introduzida no
Brasil, segundo relatos de Floriano Molon entusiasta
divulgador em toda a região Italiana do Rio Grande do Sul,
pelo Padre José Casanova em 1997.
A
escritora e pesquisadora Nilza B.Magali em sua obra as 107
invocações da Virgem Maria no Brasil (Editora
Vozes) diz: " Em principio, as invocações de Nossa
Senhora podem ser de origem Litúrgica, Histórica e
Popular. As primeiras foram criadas pela Igreja e são
relacionadas à liturgia católica: Conceição, Ó, Guia,
Assunção, Mãe da Igreja, etc. As históricas, apesar
deste termo não ser tomado em sentido rigoroso, referem-se
aos títulos durante os vinte séculos do cristianismo e
geralmente recebem os nomes dos lugares onde o seu
culto foi iniciado: Caravaggio, Guadalupe, Penha de França,
Lurdes, Nazaré, Rocio, etc. As de origem popular receberam
denominações dadas espontaneamente pelos devotos, conforme
os ritos usados ou as necessidades do momento,
exemplo: Boa Viagem, Bom Parto, Boa Morte, Brotas,
Carpição etc. As primeiras imagens de Maria foram as
Virgens Orantes das catacumbas, representadas de pé,
rezando
com
os braços abertos, como era costume nos tempos indiciais do
cristianismo. ou então em cenas de sua vida, relatadas
pelos textos bíblicos ou Evangelhos Apócrifos. Após o
Concílio de Éfeso, reunido em 431 para combater a heresia
nestoriana, que negava a maternidade divina de Maria,
tomaram grande incremento as representações da Mãe
Santíssima tendo no colo o Menino Jesus, que abençoa os
devotos. Muitas destas efígies eram estilo bizantino,
pintadas sobre madeira ou feitas em mosaicos, geralmente
hierárquicas, esguias e de olhos fixos, copiadas, segundo a
tradição, do retrato da Virgem pintado for São Lucas.
Deste tipo chegaram até nós às senhoras das neves, do
Povo e do Perpétuo Socorro
As
imagens executadas depois do século X, quando dominava a
arte romântica, são em sua maioria escultura que mostram a
Rainha em majestade, sentada no trono com seu Divino
Filho ao colo, ambos coroados e segurando o cetro ou globo
terrestre. Daquele período são os títulos de Nossa
Senhora de Montserrat, de Nazaré, da Guia".
Por
dedução o quadro do artista francês (aqui apresentado)
refere-se a essa época. Pois Nossa Senhora se apresenta
sentada com o menino Jesus no colo oferecendo um cacho
de uva." Segundo a nossa historiadora em carta a nós
remetida em 28 de abril de 2004 diz: " A videira era
considerada antigamente como símbolo da abundância e da
vida. No cristianismo primitivo simbolizava o reino dos
Céus, onde entrou Cristo Crucificado depois da
Reissureição, a qual ocorreu no início da primavera ( no
hemisfério norte), época em que brota a uva, após o
descanso do inverno.
Na
última ceia, Jesus Cristo, ao levantar o cálice de vinho,
disse: " Este é o meu sangue, que será derramado por
muitos, para a remissão dos pecados". Se o vinho era o
sangue do Salvador, este sangue foi gerado no corpo de sua
Mãe. Maria que poderia ser comparada à uva, a geradora do
vinho". Desta feita os católicos recorriam a Nossa
Senhora para solicitar a sua intermediação a Jesus para
que a safra fosse boa e que resultasse em bons vinhos. Na
França, cuja a vitivinicultura se desenvolvei a séculos
foi o país onde era venerada a Nossa Senhora da Uva, motivo
pelo qual o artista francês a retratou. Mais tarde o
artista Italiano a retratou com algumas pequenas mudanças.
Dizem ainda que a Virgem Maria por saber que o menino Jesus
apreciava demais a uva o presenteava sempre que possível
com um cacho.Outros historiadores dizem que o vinculo de
Jesus com a uva e o vinho era desde criança o porque o transformou
em seu sangue na santa ceia,quando adulto e, até hoje
faz parte do ritual da Santa Missa
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