Enoturismo cresce 345% em 9 anos no Brasil
Entre 2001 e 2010, quantidade de visitantes de vinícolas saltou de 45 mil para 200 mil ao ano
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Apesar de ainda não ter se integrado ao dia a dia das pessoas, como acontece nos países europeus e em muitas regiões da própria América do Sul, o vinho no Brasil já está se popularizando e atraindo cada vez mais apreciadores. O gosto pela bebida também alavanca outro mercado, o do enoturismo.
Segundo a Aprovale (Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos), no ano passado, cerca de 200 mil turistas passaram pelas vinícolas nacionais Em 2001, este número era de 45 mil visitantes ao ano, o que representa um crescimento de 345% em nove anos.
A ampliação do mercado de vinhos não só aumenta o consumo da bebida e enriquece as regiões produtoras como também impulsiona as agências de viagem. Segundo a empresária do ramo de turismo Tereza Ferrari, no último ano houve um aumento em torno de 30% na negociação de roteiros que envolviam passeios a vinícolas. “Ainda é pequena a parcela de brasileiros que gosta da boa gastronomia e de vinhos, mas percebemos que está crescendo dia a dia”, afirmou.
Um dos exemplos do sucesso das vinícolas brasileiras é a Casa Valduga, que tem recebido tantos turistas que parou de aceitar visitantes sem agendamento prévio. São cerca de 500 visitantes por semana, e uma média de 24 mil por ano.
Para atender a crescente demanda, a Miolo possui hotéis e pousadas próprias para hospedar os enoturistas. A vinícola recebe 120 mil turistas por ano, e o número, afirma, cresce a cada temporada.
A Salton, por sua vez, está construindo um parque voltado à uva e ao vinho, no qual os interessados poderão passear entre as videiras e acompanhar o processo de produção da bebida.
Destinos nacionais - O principal destino do enoturismo no Brasil é o Vale dos Vinhedos. Localizado na área serrana do Rio Grande do Sul (a 130 quilômetros da capital Porto Alegre), a área é composta pelos municípios de Garibaldi, Monte Belo do Sul e Bento Gonçalves. A região conta atualmente com 31 vinícolas.
Um pacote de quatro noites em um hotel temático de Bento Gonçalves, com direito a spa especializado em vinoterapia e passeios a festivais, custa R$ 1.600 na Tereza Ferrari Viagens. Já a CVC oferece opções com transporte aéreo e visita a vinícolas de Gramado e Canela, Caxias do Sul, Carlos Barbosa, entre outros pontos do Vale dos Vinhedos, por R$ 2.168.
O vinho, porém, não é atrativo apenas do Rio Grande do Sul. Existem muitos locais que, graças à popularização do enoturismo, começam a se destacar. São eles Urussanga e São Joaquim (ambas em Santa Catarina), São Roque (São Paulo), Andradas (Minas Gerais), Toledo (Paraná), Casa Nova (Bahia), Sobral (Ceará) e Boa Vista (Pernambuco).
Outro destaque é o Vale do São Francisco, entre Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. A Miolo é a vinícola que mais investe na região, onde produz seu premiado vinho Terranova, com uvas criadas especialmente para o cultivo em clima seco. De acordo com a empresa, já estão sendo construídas estruturas voltadas a visitações e degustações.
Mundo dos vinhos - A principal característica do enoturista é a curiosidade. De acordo com o proprietário da Casa Valduga, Juarez Valduga, a maioria dos visitantes da vinícola não conhecem nada de vinho. Antonio Miolo, da vinícola Miolo, concorda. “Caracterizo o turista de vinho como alguém de classe A ou B e que tem muita curiosidade”, acrescentou.
“O enoturismo é uma forma específica de turismo que combina o conhecimento do mundo do vinho com o prazer de desfrutar vinhos de alta qualidade num lugar maravilhoso”, define o enófilo Jovino Nolasco, especialista em enoturismo. Para ele, não deve ser levado em conta o tamanho da produção, e sim as atrações que a uva e o vinho podem proporcionar a quem está em busca de conhecimento, história, cultura e lazer.
Durante as visitas, os “curiosos” são iniciados no universo e cultura do vinho, conhecem termos específicos e as diferenças das uvas, entram em contato com a preparação do vinho (algumas vezes esmagando as uvas com os próprios pés) e aprendem a degustá-lo. “Geralmente, o visitante participa de um tour guiado pelas instalações da empresa e, ao final, há uma degustação”, contou Nolasco.
Apesar de ainda não ter se integrado ao dia a dia das pessoas, como acontece nos países europeus e em muitas regiões da própria América do Sul, o vinho no Brasil já está se popularizando e atraindo cada vez mais apreciadores. O gosto pela bebida também alavanca outro mercado, o do enoturismo.
Segundo a Aprovale (Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos), no ano passado, cerca de 200 mil turistas passaram pelas vinícolas nacionais Em 2001, este número era de 45 mil visitantes ao ano, o que representa um crescimento de 345% em nove anos.
A ampliação do mercado de vinhos não só aumenta o consumo da bebida e enriquece as regiões produtoras como também impulsiona as agências de viagem. Segundo a empresária do ramo de turismo Tereza Ferrari, no último ano houve um aumento em torno de 30% na negociação de roteiros que envolviam passeios a vinícolas. “Ainda é pequena a parcela de brasileiros que gosta da boa gastronomia e de vinhos, mas percebemos que está crescendo dia a dia”, afirmou.
Um dos exemplos do sucesso das vinícolas brasileiras é a Casa Valduga, que tem recebido tantos turistas que parou de aceitar visitantes sem agendamento prévio. São cerca de 500 visitantes por semana, e uma média de 24 mil por ano.
Para atender a crescente demanda, a Miolo possui hotéis e pousadas próprias para hospedar os enoturistas. A vinícola recebe 120 mil turistas por ano, e o número, afirma, cresce a cada temporada.
A Salton, por sua vez, está construindo um parque voltado à uva e ao vinho, no qual os interessados poderão passear entre as videiras e acompanhar o processo de produção da bebida.
Destinos nacionais - O principal destino do enoturismo no Brasil é o Vale dos Vinhedos. Localizado na área serrana do Rio Grande do Sul (a 130 quilômetros da capital Porto Alegre), a área é composta pelos municípios de Garibaldi, Monte Belo do Sul e Bento Gonçalves. A região conta atualmente com 31 vinícolas.
Um pacote de quatro noites em um hotel temático de Bento Gonçalves, com direito a spa especializado em vinoterapia e passeios a festivais, custa R$ 1.600 na Tereza Ferrari Viagens. Já a CVC oferece opções com transporte aéreo e visita a vinícolas de Gramado e Canela, Caxias do Sul, Carlos Barbosa, entre outros pontos do Vale dos Vinhedos, por R$ 2.168.
O vinho, porém, não é atrativo apenas do Rio Grande do Sul. Existem muitos locais que, graças à popularização do enoturismo, começam a se destacar. São eles Urussanga e São Joaquim (ambas em Santa Catarina), São Roque (São Paulo), Andradas (Minas Gerais), Toledo (Paraná), Casa Nova (Bahia), Sobral (Ceará) e Boa Vista (Pernambuco).
Outro destaque é o Vale do São Francisco, entre Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. A Miolo é a vinícola que mais investe na região, onde produz seu premiado vinho Terranova, com uvas criadas especialmente para o cultivo em clima seco. De acordo com a empresa, já estão sendo construídas estruturas voltadas a visitações e degustações.
Mundo dos vinhos - A principal característica do enoturista é a curiosidade. De acordo com o proprietário da Casa Valduga, Juarez Valduga, a maioria dos visitantes da vinícola não conhecem nada de vinho. Antonio Miolo, da vinícola Miolo, concorda. “Caracterizo o turista de vinho como alguém de classe A ou B e que tem muita curiosidade”, acrescentou.
“O enoturismo é uma forma específica de turismo que combina o conhecimento do mundo do vinho com o prazer de desfrutar vinhos de alta qualidade num lugar maravilhoso”, define o enófilo Jovino Nolasco, especialista em enoturismo. Para ele, não deve ser levado em conta o tamanho da produção, e sim as atrações que a uva e o vinho podem proporcionar a quem está em busca de conhecimento, história, cultura e lazer.
Durante as visitas, os “curiosos” são iniciados no universo e cultura do vinho, conhecem termos específicos e as diferenças das uvas, entram em contato com a preparação do vinho (algumas vezes esmagando as uvas com os próprios pés) e aprendem a degustá-lo. “Geralmente, o visitante participa de um tour guiado pelas instalações da empresa e, ao final, há uma degustação”, contou Nolasco.
*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo