Comentários do Programa Nossa Terra,Nossa Gente
 

 

Economia da Experiência I

         Hoje em dia, não basta simplesmente presitar um bom serviço, atender bem as pessoas, ser atencioso, simpático segundo os novos tempos é o mínimo que cada um deve fazer. Atender bem, portanto não é nenhuma novidade, já não é um diferencial, é uma obrigação que temos no trato com nosso semelhante.

        Um dos livros mais interessante que li ultimamente foi “Experience Economy”, de Joseph Pine e Jomes Gilmore onde os autores defendem exatamente essa tese.Ser receptivo e atencioso não é mais fator de destaque.

        Aí cabe a pergunta: como podemos nos destacar profissionalmente em um mundo onde, além de sermos ótimos em relacionamento interpessoal, trabalho em equipe e outras competências comportamentais, se exige muito mais conhecimento do que aquele que realmente usamos em nossa atividade.

        Tudo se baseia, segundo os autores, que sustentem a tese, que estamos saindo de uma fase em que a economia é movida por serviços e estamos entrando em um momento que a economia é movida pela experiência. Isto significa que realmente o que vai fazer a diferença no atendimento do cliente é  proporcionar experiências inesquecíveis. O tema realmente, muito embora parece simples é complexo. Temos dito que vivemos um momento singular, onde as pessoas querem realizar seus sonhos. Onde as pessoas não querem apenas receber informações, mas querem se sentir partícipes, integrantes desta ou daquela atividade. Segundo os autores existem quatro fatores que tornam uma experiência inesquecível. São Elas Educação, Entretenimento, Estética e Evasão. O importante que a experiência da Economia veio para ficar e precisamos nos adaptar ao novo, precisamos nos reciclar, evoluir. Na cadeia do turismo a Economia da Experiência é novo em nosso meio. O enoturismo, nessa nova  concepção, redefine alguns conceitos. O atender bem somente não basta, prestar um bom serviço também não. Explicar como é elaborado o vinho, como ele é armazenado, envasado não basta.

A Economia da Experiência é nova no Brasil e trabalha a inovação de produtos e serviços a partir do olhar do empresário sobre o desejo dos clientes, dos visitantes, tudo isso aliado à história, cultura.

 Economia da Experiência II

         Quem trabalha com turismo precisa se habituar com o novo conceito.O conceito da ‘Economia da Experiência’que tem o objetivo de fazer com que o segmento do turismo trabalhe sob a ótica da inovação, de construção de produtos e serviços a partir do contato dos turistas com as vivências locais.
        “Hoje, a valorização do conhecimento, da cultura, o chamado capital intangível, é mais importante que o capital imobilizado, que as máquinas e os equipamentos.

        É a ‘Economia da Experiência’ encaixa-se nesse contexto de inovação de produtos e serviços para criar experiências únicas aos consumidores desses produtos e serviços”

        Quem quer crescer, não tem como fugir desse novo conceito. Será necessário treinar muita gente e trabalhar muito as sensações. Contar só com tecnologia não basta, as sensações não são automatizáveis, a emoção sempre depende de gente. Muito terá que ser feito para unir os interesses do visitante, empresa e equipe de atendimento. As vantagens decorrentes destas mudanças são muito grandes, a primeira, e mais importante, é o próprio visitante fazendo a publicidade da empresa e das  marcas, e levando mais longe a mensagem entusiasta  e positiva. O visitante se torna voluntariamente um promotor do que viu, assistiu e vivenciou em sua visita.                      .         
        A nova economia exige um atendimento novo, uma vontade enorme de encantar o cliente, de surpreendê-lo, de superar suas expectativas. A empresa passa a ser o palco, o cenário onde o cliente interage com os produtos e serviços, onde encenar é diferenciar, interagir, experimentar,                desenvolver atividades inovadoras. É usar criatividade e dispositivos culturais, artísticos e históricos para prender o visitante no entusiasmo, na emoção, como o coração.

        Quem não se adaptar a esse novo conceito estará longe da nova realidade.E, infelizmente fora do mercado.

 

voltar